Blatter renuncia presidência da Fifa e convoca novas eleições. Ricardo Texeira enrolado



É o fim de uma era. O presidente da Fifa, Joseph Blatter, surpreendeu o mundo do futebol ao entregar seu cargo nesta terça-feira. Ele convocou novas eleições ao comando da entidade - que preside desde 1998 - e informou que não concorrerá neste novo pleito. Até lá, porém, seguirá no cargo, para o qual foi reeleito na semana passada - superou Ali Bin Al-Hussein, príncipe da Jordânia, por 133 votos a 73.

- Tenho o mandato, mas não sinto que esse mandato seja de todo o mundo do futebol, de torcedores, jogadores, clubes, das pessoas que vivem, respiram, amam futebol tanto quanto nós na Fifa. Por isso, decidi entregar meu cargo a um congresso de um comitê extraordinário. Continuarei exercendo minhas funções como presidente da Fifa até lá - disse Blatter em pronunciamento nesta terça-feira em Zurique, na Suíça.


PF indicia Ricardo Teixeira por quatro crimes

As informações constam de relatório da Polícia Federal produzido em janeiro deste ano, obtido por ÉPOCA. Diz o documento: “Juntada das informações do Coaf, onde constam informações sobre altas movimentações financeiras realizadas por Ricardo Terra Teixeira, no montante de R$ 464.560.000,00 ( quatrocentos e sessenta e quatro milhões, quinhentos e sessenta mil reais), entre os anos de 2009 e 2012, sendo que tais foram considerados atípicos pelo Coaf”.

O relatório do Coaf foi anexado a uma investigação da Polícia Federal que apurou a compra de um apartamento por Ricardo Teixeira. A PF indiciou em janeiro deste ano Ricardo Teixeira pelos seguintes crimes, relacionados à compra do apartamento: lavagem de dinheiro, evasão de divisas, falsidade ideológica e falsificação de documento público.

Trata-se de um imóvel comprado em 2002 na Barra da Tijuca, por R$ 720 mil. Essa operação financeira foi revelada pela imprensa em 2011. Quem vendeu o apartamento a Teixeira foi Cláudio Abrahão. Sua família é dona do Grupo Águia, fornecedor da CBF. O apartamento foi vendido abaixo do preço de mercado, avaliado em R$ 2 milhões.

De acordo com a PF, Teixeira “não teria como justificar os valores envolvidos na aquisição” e por isso trouxe dinheiro de fora do país. Segundo a PF, esse relatório do Coaf mostrou ainda que Ricardo Teixeira mantinha contas no exterior e repatriou valores para poder comprar o apartamento. Ricardo Teixeira não foi localizado pela reportagem.

G1.

Nenhum comentário