A prestação de contas do governador reeleito Luiz Fernando Pezão (PMDB), entregue ao TER-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro) no último dia 25, apresentou irregularidades, segundo avaliou o parecer técnico apresentado pela Coordenadoria de Contas Eleitorais e Partidárias. De acordo com o documento, há divergências na comparação entre as doações recebidas pela campanha do candidato e as informações prestadas pelos doadores.

Segundo o parecer, também foram encontradas irregularidades que comprometem as contas apresentadas. Por causa disso, a unidade técnica desaprovou a prestação de contas entregue pelo governador.

De acordo com o TRE, Pezão apresentou a prestação de contas da campanha para governador no último dia previsto pela legislação. A consulta das contas e dos doadores ficam disponíveis no site do TSE.

Gabinete Itinerante

O MPE (Ministério Público Eleitoral) apontou que o programa do governo do Estado chamado “Gabinete Itinerante”, teria sido usado para fins eleitoreiros. Segundo o TRE, o corregedor eleitoral Alexandre Mesquita votou, durante sessão plenária no último dia 24, pela cassação, inelegibilidade e aplicação de multa a Pezão, alegando que ele teria utilizado o programa para "alavancar seu nome junto ao eleitorado mais humilde".

O processo estava sendo julgado, mas havia sido suspenso após um pedido de vista do desembargador Abel Gomes durante a sessão.

De acordo com a ação movida pela coligação Frente Popular (PT, PV, PSB e PC do B), o programa levava o então candidato e secretários para municípios a fim de atender reivindicações da população local. Dessa forma, segundo a ação, Pezão aproveitava para "promover sua candidatura".

Segundo o TRE, a coligação afirmou que o programa não teria previsão orçamentária e a divulgação foi feita de forma contínua em perfis de redes sociais do governador reeleito, além de um encarte que teve tiragem de 360 mil exemplares.

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