Bacia de Campos ainda tem muito a oferecer

Mais de 200 pessoas, entre empresários, estudantes e agentes públicos, participaram do Seminário Cenários e Perspectivas do setor de Óleo e Gás, promovido pelo Sebrae/RJ, com a Participação da Firjan na noite de 17/11, no auditório do Hotel Ramada em Campos. O economista Alfredo Renault apresentou o passado, o momento presente e as projeções para o futuro do setor, que tanto preocupa a população, empresários e gestores dos municípios do Norte Fluminense.

Segundo Renault, fatores nacionais e internacionais colaboraram para a crise no setor do petróleo, mas até 2030 o petróleo continua sendo importante na matriz energética no Brasil e no mundo. “A perspectiva é de retomada em 2017, mas não ainda não é algo que possa gerar euforia ou uma mudança radical no quadro geral. Vislumbramos um cenário mais arejado mas ainda aquém do que as empresas que atuam na cadeia produtiva do petróleo precisam.  É o início de uma retomada onde os resultados vão começar a aparecer a médio prazo”, afirma.

Para ele, o que está acontecendo neste momento é uma mudança de perspectiva, provocada por um conjunto de fatores como a leve recuperação do preço do barril de petróleo, o aumento da demanda por combustíveis, a redução nos custos de produção e também a aprovação da lei que abre o pré-sal para a iniciativa privada. “A abertura do pré-sal é importante porque viabiliza o investimento privado que estava inibido pelas regras que haviam. E a Petrobrás atravessa um período de dificuldades financeiras, não tem capital para investir”, conclui Renault.

E para a Bacia de Campos, a projeção também é de retomada com investimento privado. “A Bacia de Campos ainda tem muito a oferecer. A Petrobras tem interesse na exploração dos campos, e a estratégia é estruturar parcerias para aumento da recuperação na Bacia de Campos. Além de correta para a empresa, vai atrair novos investimentos para a Bacia, com reflexos para a região. Isto não se dará de imediato, mas são investimentos que podem trazer resultados mais rapidamente, por já ter a infraestrutura pronta e o óleo já descoberto”, afirma.

Para o coordenador regional do Sebrae no Norte Fluminense, Gilberto Soares, o mercado já mostrou que o cenário do petróleo está mudando. “Essas informações são importantes para os micro e pequenos empresários que atuam na cadeia produtiva do óleo e gás, pois todos sentiram o impacto da crise e têm interesse na recuperação do setor. Felizmente, temos boas notícias, e a projeção é de retomada do crescimento em 2017”, diz Soares.
Mas o resultado, como bem frisou Renault, virá a médio prazo. Segundo o economista, a retomada das contratações é o que mais demora. “Temos um ciclo: primeiro a mudança da expectativa, que é o que estamos vivenciando agora; depois, a mudança nos investimentos; e por último a retomada dos empregos”.

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