Pezão e Crivella no segundo turno



A pesquisa de "boca de urna" do Ibope que indicava a disputa do 2º turno nas eleições do Rio entre Luiz Fernando Pezão (PMDB) e Anthony Garotinho (PR) foi desmoralizada pelas urnas. Com mais de 3,3 milhões de votos, o atual governador vai ao segundo turno com Marcelo Crivella (PRB), com pouco acima 1,6 milhão, quanto Garotinho chegou ao terceiro, com mais de 1, 5 milhão de votos. O candidato Lindberg Farias (PT) alcançou 798.662 votos, enquanto Tarcísio Motta (Psol) obteve votação de 712.625 eleitores. 
A candidata Dayse Oliveira (PSTU) obteve 33.436 votos, enquanto o comunista Ney Nunes (PCB) atingiu 8.947. A eleição que marcará a disputa no segundo turno será no próximo dia 26.

Em seu blog, Garotinho reconheceu a soberania da vontade do povo e manifestou agradecimento pela votação obtida na disputa. "Em qualquer situação o povo é soberano, mesmo quando contraria as nossas expectativas. Agradeço aos mais de 1,5 milhão de eleitores neste domingo me depositaram um voto de confiança e desejar que a escolha no segundo turno possa ser bem refletida por aqueles que amam o nosso estado".

O ex-governador manifestou também estranheza com a pesquisa de boca de urna do Ibope que lhe atribuía vantagem sobre Crivella, bem diferente do resultado final. "Embora a pesquisa de boca de urna que ouviu 5 mil pessoas, às 16h, me desse 10 pontos de vantagem, cheguei com 0,5 ponto atrás do senador Marcelo Crivella, que disputará o 2º turno contra o candidato que juntou em torno de si as maquinas estadual e da Prefeitura do Rio, mais de 80 prefeitos, e dezenas de grupos econômicos que defendem interesses escusos junto ao Estado, a começar pelas Organizações Globo. Parabéns aos vitoriosos e a nossa luta continua. Afinal na vida é melhor perder uma eleição do que perder a vergonha".

Perfil - Pezão começou na política como vereador e duas vezes foi prefeito de Piraí, uma pequena cidade do interior do Estado, de apenas 30 mil habitantes, no Sul Fluminense. Sua ascensão surgiu quando foi convidado para assumir a secretaria de Governo por Garotinho quando era governador. Depois, foi indicado pelo próprio Garotinho para ser candidato a vice-governador e foi também secretário de Obras no governo Sérgio Cabral (PMDB).

Crivella é bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus e trabalhou como missionário na África, além de cantor de música gospel. Atualmente, cumpre mandato de senador e foi também ministro da Pesca no governo Dilma.

Com mais de 12 milhões de eleitores, o Rio de Janeiro foi o último estado a apresentar a apuração dos votos. A totalização começou a ser divulgada às 19h10, pouco depois do Acre, que iniciou o trabalho por volta das 19h. 

Além disso, o Rio registrou atrasos nas votações devido à implantação do sistema de biometria em Niterói. Pela primeira vez no município fluminense, a identificação do leitor pela digital causou lentidão de mais de 3 horas em algumas zonas eleitorais. Após as 18h, ainda havia eleitores nos colégios eleitorais. Os problemas no município foram registrados já no início da manhã.

De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ), o processo biométrico é mais lento devido à dificuldade na coleta da digital. "Quando ocorre algum problema e há essa dificuldade na coleta, a conferência é de até 8 vezes. Se depois de 8 vezes lançada, a digital do eleitor tiver ainda sem habilitação, o presidente, com a senha, habilita aquele voto. E isso demora mesmo", declarou a diretora geral do TRE-RJ, Adriana Brandão.


Fonte: Jornal O Diário

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