TRE cassa dois prefeitos do PMDB do interior do estado

                     O Prefeitos Wanderson Cardoso  de Arraial do Cabo e Branca Motta de Bom Jesus são cassados.

Dois prefeitos peemedebistas do interior fluminense foram cassados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) no início desta semana. O prefeito de Arraial do Cabo, Wanderson Cardoso de Brito, o Andinho, e a prefeita de Bom Jesus do Itabapoana Branca Mota foram afastados do cargo sob acusação de terem cometido irregularidades durante a campanha eleitoral de 2012.

O acórdão que manteve a cassação da prefeita Branca Mota e de seu vice, Jarbas Teixeira, ocorrida em abril deste ano, foi publicado na última segunda-feira no Diário Oficial. Os dois são acusados de cometer irregularidades durante a campanha eleitoral como obras de terraplanagem executadas durante o período eleitoral, distribuição de brindes na campanha à reeleição e propaganda eleitoral irregular em 2012. A prefeita permanecia no cargo por força de uma liminar.

A Câmara de Vereadores de Bom Jesus do Itabapoana, no Noroeste Fluminense, foi notificada na última segunda-feira, pelo TRE/RJ, sobre a cassação da prefeita. Segundo colocado nas eleições de 2012, Roberto Elias Figueira Salim Filho, o Roberto Tatu, do Partido da República (PR), deverá assumir a prefeitura nos próximos dias. A diplomação do novo prefeito pelo cartório eleitoral do município está prevista para acontecer amanhã (10), às 14h.

Nas eleições de 2012, a prefeita obteve 30,84% dos cerca de 20 mil votos válidos, contra 30,35% de Roberto Salim Filho, derrotado por uma diferença de 108 votos. Em entrevista ao site Ururau, Roberto Tatu disse estar confiante. "Vamos esperar a diplomação pela juíza eleitoral, para finalmente assumirmos a prefeitura. Estamos esperançosos, mas certos de que, depois desse longo tempo, a justiça está sendo feita em Bom Jesus do Itabapoana", declarou. A Justiça Eleitoral informou que iria aguardar a publicação da decisão no Diário da Justiça Eletrônico (DJE), prevista para ocorrer hoje (9), para a diplomação.

Compra de votos e abuso de poder político

Já no caso de Andinho e seu vice, Reginaldo Mendes Leite (PT), foram cassados por compra de votos e abuso do poder político. De acordo com a juíza Juliana Gonçalves Pontes, da 146ª Zona Eleitoral, em evento realizado 15 dias antes das Eleições de 2012, os dois "utilizaram efetivamente a máquina administrativa municipal para a captação ilícita de sufrágio" ao entregar certidões e carnês de IPTU a moradores de bairros carentes.

A juíza entendeu que a ação induziu os eleitores a acreditarem que estariam "regularizando sua posse" (dos terrenos) e "incentivou a manutenção da população em área de risco, pois muitos dos posseiros beneficiados estavam em área de proteção ambiental". Andinho e Reginaldo ficam também inelegíveis por oito anos. Eles ainda podem recorrer ao Colegiado do Tribunal Regional Eleitoral.

Fonte: O Diário

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