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Cabral é condenado a mais 11 anos de prisão por propinas de R$ 18 milhões para favorecer empreiteira de São João da Barra

segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

/ PPM

 



O ex-governador Sérgio Cabral foi condenado nesta segunda-feira (11) a 11 anos e 3 meses de prisão por corrupção passiva, em um processo decorrente da Operação C´est Fini, desdobramento da Lava Jato no Rio.


Com isso, as penas do ex-governador chegam a 332 anos, 5 meses e 16 dias de prisão. Esta é a 17ª vez que Cabral é condenado na Lava-Jato.


Também foram condenados no processo:


Wilson Carlos, que foi secretário de Governo de Cabral – 14 anos e 2 meses de prisão

Carlos Bezerra, operador financeiro – 7 anos e 9 meses de prisão

Henrique Ribeiro, que foi presidente do Departamento de Estradas de Rodagem do Rio (DER-RJ) no governo Cabral – 20 anos, 9meses e 25 dias de prisão

Lineu Castilho, foi chefe de gabinete de Henrique Ribeiro no DER-RJ – 16 anos, 6 meses e 25 dias de prisão

De acordo com a denúncia do Ministério Público Federal, Cabral, Wilson Carlos e Henrique Ribeiro receberam R$ 18,1 milhões em propina, para beneficiar a empreiteira União Norte Fluminense Engenharia, que tem sede no município de São João da Barra, em obras em rodovias estaduais, administradas pelo DER-RJ.


A empresa fechou acordo de leniência com a Lava-Jato, e admitiu o esquema, que teria funcionado durante os dois mandatos de Cabral como governador.


Segundo as investigações, o esquema funcionava da seguinte forma: Cabral, através de Wilson Carlos (então secretário estadual de Governo), fazia contato com Henrique Ribeiro (então presidente do DER-RJ) para receber a propina através dos operadores financeiros Carlos Miranda e Carlos Bezerra.


De acordo com a Lava Jato, Henrique Ribeiro era o responsável por organizar e controlar o recebimento de propinas em contratos do DER-RJ. E para isso, ele contava com o auxílio de Lineu Martins (então seu chefe de gabinete), que atuava como seu operador financeiro.


Na sentença, o juiz Marcelo Bretas permitiu que os condenados que estão soltos recorram em liberdade.


T NF

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