Entrevista com o Deputado Wladimir Garotinho e a sua relação com o Governador Witzel


Eleito pela primeira vez deputado federal, Wladimir Garotinho (ex-PRP) é o quarto membro do clã a entrar na política. O pai, Anthony, e a mãe, Rosinha, são ex-governadores do Rio. A irmã mais velha, Clarissa, foi reeleita e fará companhia a ele no Congresso. Com 34 anos, Wladimir mira a Prefeitura de Campos, embarca no PSD e fala sobre a relação da família com o governador Wilson Witzel (PSC).
“Damos toda contribuição que é pedida”, revela Wladimir Garotinho sobre Witzel. O parlamentar revela ter sido convidado pelo próprio governador para se filiar ao PSC.
O DIA: O que pesou a ida para o PSD?
WLADIMIR GAROTINHO: Foi uma decisão em conjunto. Não apenas minha. Em princípio, fui convidado pelo governador (Wilson Witzel) para ir para o PSC. Mas, visando ampliar as perspectivas, achei melhor, neste momento, ir para o PSD.
Você conversou com quem antes de decidir?
Com a minha família, com o presidente nacional do PSC (Pastor Everaldo), com o governador e com o deputado (federal) Hugo Leal (PSD-RJ).
Como está a relação da família com o Witzel?
Dando toda contribuição que é pedida. Mas não temos cargos no governo. O que nos pedem, a gente oferece para tentar ajudar. Mantemos uma boa relação. Mas não temos compromisso de compor nenhuma secretaria. Estamos vindo de uma terra arrasada que o MDB deixou. Não é hora de espaço político. É hora de ajudar o Rio.
Seu pai fez indicações. Você também?
O Garotinho não fez. A única pessoa mais próxima da gente que está lá é o Cleiton Rodrigues (chefe de gabinete e responsável pela articulação política de Witzel com a Alerj). Ele não foi indicação nossa. Na campanha, o Cleiton esteve com o Witzel umas três vezes e conversaram. O Witzel gostou e o convidou.
Por que decidiu ser prefeito de Campos?
Não decidi ainda. O prefeito (de Campos) está mal. A administração é uma tragédia. Faço parte de um grupo político. Se o grupo entender que devemos lançar um candidato e nas pesquisas o meu nome estiver bem cotado, posso ser candidato. Mas a prioridade é fazer um bom mandato de deputado.
Tem experiência para administrar uma cidade como Campos?
Meus pais são políticos. Quando a gente vai (administrar), nunca vai sozinho. Temos um grupo preparado que já governou o estado e a cidade.
Seus pais foram presos.
Foram soltos em seguida. Não tem nenhum processo transitado em julgado. Foi uma questão de Campos. Foram brigas políticas. Embates fortes com pessoas do Judiciário local.
Você foi denunciado por compra de votos.
Absurdo. Será arquivado. Estive com o cara citado (no processo) como se estivesse comprando os votos (para Wladimir). Eu o conheço. Ele disse para pedir perícia do vídeo.
O Dia (Por Cássio Bruno)

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