Wladimir Garotinho , novo líder do grupo Garotinho?


Na família Garotinho, o grande vitorioso nas eleições ocorrida domingo (7) é o filho do casal de ex-governador, Wladimir. E não apenas por ter conquistado uma cadeira na Câmara Federal em sua primeira eleição. Ele ainda fez dobradinha com Bruno Dauaire (PRP), que foi reeleito à Assembleia Legislativa (Alerj) e superou a irmã Clarissa (Pros), reeleita deputada federal com número de votos 10 vezes menor que 2014. Os pais Anthony e Rosinha estão com os direitos políticos suspensos. Questionado pela Folha da Manhã, Wladimir negou o “título” de liderança do grupo político criado pelo pai há mais de 30 anos: “O líder do grupo continua o mesmo, Garotinho”.
“Eu sou um estreante vitorioso nas urnas, ainda tenho muito a amadurecer e a me preparar para desafios maiores”.
Wladimir foi preterido pelo pai na eleição passada - de 2014 - para dar espaço a um aliado. Mas não aceitou calado: assumiu a campanha do amigo Bruno Dauaire, a quem elegeu deputado estadual.
Este ano ele ainda teve que disputar com a irmã, Clarissa, o mesmo cargo de deputado federal. Ela tentava a reeleição. Conseguiu, mas com um resultado impressionantemente aquém do anterior, quando fez 335.061 votos e ficou entre os três mais votados do Estado, atrás de Jair Bolsonaro e à frente de Eduardo Cunha.
No pleito desse domingo, Clarissa obteve 35.131 votos e só entrou graças à votação recebida pelo vereador do Rio Otoni de Paula (PSC), eleito com 120.498 votos.
Já Wladimir, superou a irmã em número de votos - 39.398 - e ainda fez dobradinha com Bruno Dauaire (PRP), que foi reeleito com 24.800 votos.
Wladimir também comentou um possível credenciamento para a eleição de 2020: “Ainda é cedo, tenho que honrar os votos que recebi e fazer um mandato a altura da confiança depositada. Uma coisa é certa, o maior derrotado da eleição foi o grupo do prefeito que não elegeu nenhum de seus candidatos. A urna pune aqueles que não correspondem ao que foi prometido”, disse.
O ex-governador Garotinho saiu da disputa pelo Governo do Estado por ter seu registro indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), decisão confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O indeferimento ocorreu após condenação por improbidade pelo Tribunal de Justiça (TJ). Ele ainda foi condenado este ano pelo Tribunal Regional Federal (TRF) por calúnia a um juiz e por formação de quadrilha. Já Rosinha teve os direitos políticos suspensos por abusos na eleição de 2004 e, ainda, tem condenação colegiada no caso Chequinho.
Folha1

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