Reviravolta em Campos dos Goytacazes. Delegada da Polícia Federal faz graves denúncias.


Em uma matéria exibida na tarde desta segunda-feira (30), pela emissora SBT do Rio de Janeiro, foram revelados documentos que, supostamente, comprovariam irregularidades que teriam sidos cometidas durante o processo da operação Chequinho, onde culminou na prisão do Antony Garotinho, em setembro do ano passado.
Na reportagem, entre as irregularidades denunciada, estão prisões e ilegais e coação de testemunha e até um delegado elaborando uma decisão judicial.
O depoimento da delegada Carla de Melo Dolinski foi feito na própria sede da Polícia Federal de Campos, no dia 21 de novembro de 2016, dois meses depois da operação, da qual ela participou e posteriormente a mesma considerou que houve erros e abuso.
Ainda no documento, Carla Dolinski pede que o depoimento seja gravado em vídeo e é atendida pelo delegado Gabriel Duarte de Souza. A depoente diz que antes da operação ser deflagrada, o delegado Federal Paulo Cassiano se demonstrou interessado em presidir o inquérito de compras de votos envolvendo um vereador, mesmo não sendo da competência dele, pois as atribuições seriam investigações de cunho fazendário e não eleitoral. A delegada afirmou que o Promotor Leandro Manhães ligou para ela para pedir que Cassiano ficasse a frente das investigações. 
Carla falou ainda que Manhães e Cassiano prenderam pessoas ligadas ao vereador Oséias, de Campos, já tinham sidos levada para a delegacia com suspeitas de compras de votos em uma operação, mas liberadas por faltas de provas. Dessa vez, no entanto, todas foram autuadas por formação de quadrilha. De acordo com a delegada, as prisões visavam apenas coagir essas pessoas a dá informações sobre uso do programa Cheque Cidadão, como moeda de compras de votos e que na medida que elas iriam dando informações que serviriam de base a Operação Chequinho, iriam também saindo da cadéia. 
Uma idosa, segundo a denúncia, ficou cerca de 10 dias presa sem ter cometido nenhum tipo de crime. A delegada diz também que chegou a ver uma representação elaborada pelo Promotor Leandro Manhães que seria assinada pelo delegado Paulo Cassiano.
Com tantas suspeitas de irregularidades, a delegada Carla chegou a pedir uma revisão ao inquérito antes que ele fosse encaminhado à justiça. Mas, isso não aconteceu. 

No depoimento, a delegada afirma que o delegado Paulo Cassiano elaborou o texto de uma decisão a ser assinado pelo juíz Glaucenir, o documento foi entregue em uma academia, onde o magistrado se exercitava.
O ex-governador Antony Garotinho enviou cópias destes documentos a todos os ministros do Supremo Tribunal Federal, a Procuradoria Geral da República e também das corregedorias do Ministério Público e do Tribunal Superior Eleitoral. Por meio de uma decisão monocrática, o Ministro Ricardo Lewandowski anulou todo o processo da Operação Chequinho, que no ano passado levou Garotinho a prisão. Mas não apenas isso, o ministro ordenou que sejam remetidos a ele todos os processos investigatórios que envolvem o promotor Leandro Manhães.

SBT RIO
NF Notícias 
Foto: reprodução 

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