Prefeita cassada por usar o nome do Marido, pode virar moda na Região

Tem prefeita perdendo noite de sono na região. Tudo por causa de Lívia de Chiquinho (PDT), que governa Araruama. Ela teve o mandato cassado na última quarta-feira (12) pela juíza Alessandra de Souza Araújo, por um motivo no mínimo curioso: fraude no processo eleitoral. No entendimento da magistrada, o “de Chiquinho” é uma referência ao marido de Lívia, o ex-prefeito Chiquinho do Atacadão, que não pode concorrer a prefeito em 2016 devido a uma condenação por improbidade administrativa. Mas o slogan da candidata a prefeita na campanha deixava uma pista sobre o papel de Chiquinho no processo eleitoral: “Vota nela que ele volta”. Lívia venceu com seis vezes mais votos que o segundo colocado.
A decisão da Justiça é inédita, mas a prática de políticos transferirem seu prestígio político para as companheiras é antiga.
Se a moda pegar, outras chefes de Executivo têm motivo para se preocupar. Em São Francisco de Itabapoana, Francimara Barbosa Lemos (PSB) é esposa de Frederico Barbosa Lemos, inelegível até 2020. Praticamente estreante na política, ela derrotou nas urnas o então prefeito Pedrinho Cherene, que tentava a reeleição.


Margareth: apoio do marido em Italva
Quem também usou o nome do marido foi Margareth de Souza Rodrigues Soares (PP), prefeita de Italva. Casada com o ex-prefeito Joelson Soares, inelegível até 2020, ela concorreu e venceu as eleições com o nome de “Margareth do Joelson”. Em Carapebus, Christiane Cordeiro (PP) também concorreu apoiada pelo marido, o ex-prefeito Eduardo Cordeiro, que responde a uma ação por improbidade administrativa. Saiu vencedora com 61% dos votos, tendo no seu jingle de campanha a frase “Eduardo Cordeiro e Christiane, juntos numa só voz”. Por precaução, até que a poeira de Araruama abaixe, alguns “primeiros-maridos” estão evitando circular pelas prefeituras e aparecer em compromissos públicos ao lado de suas amadas.

Portalsfi 

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