São Francisco de Itabapoana, São João da Barra e Quissamã falam sobre dividas e cortes

São Francisco de Itabapoana
Em São Francisco de Itabapoana, a prefeita Francimara Barbosa Lemos também encontrou dívidas. Somente com a empresa de transporte de estudantes, por exemplo, era mais de R$ 500 mil: “Encontramos um débito do governo anterior com a empresa que prestou os serviços de transporte aos universitários... Assumimos um compromisso em quitar dentro das condições financeiras do município este débito da administração anterior”, disse a prefeita em rede social.
Secom/ SJB
Diversão no balneário ao som do Grupo Clareou / Secom SJB
Em SJB, emergência econômica-financeira
Quase R$ 200 milhões em dívidas herdadas. Esta foi a realidade encontrada pela prefeita de São João da Barra, Carla Machado (PP). O município, que está desde o início de janeiro sob Emergência Econômica Financeira, também tem contabilizado perdas, que poderiam ser um alívio nas finanças.
Um exemplo foi o valor de R$ 1,6 milhão nos dois primeiros meses de 2017 O montante, que seria repassado pelo Fundo de Participação dos Municípios (FPM), não foi em função de dívidas da administração anterior com o Pasep dos servidores efetivos.
Como medida para equilibrar as finanças, em fevereiro foi enviado à Câmara Municipal e aprovado projeto de lei para o parcelamento dos débitos de contribuição previdenciária com o Regime de Previdência Própria (RPP), gerido pela SJBprev. Sem correção, o valor da dívida é de R$ 12,5 milhões, acumulados entre abril e novembro de 2016.
Para driblar a crise e não deixar o município perder uma de suas principais rendas, o turismo, a prefeita fechou parcerias com iniciativa privada e conseguiu realizar os tradicionais eventos do verão.
Em Quissamã, corte de salário e contrato
Em Quissamã a situação não é muito diferente. Com uma dívida herdada de mais de R$ 96 milhões, a prefeita Fátima Pacheco (PTN) também implementou uma série de medidas para garantir as ações prioritárias do governo nestes primeiros dois meses.
Folha da Manhã
Prefeita de Quissamã / Folha da Manhã
Além da dívida, a prefeitura teve retido, no último dia 10, R$ 800 mil do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O recurso é usado para pagamento de servidores, repasse para Câmara Municipal e quitação das obrigações patronais. Essa retenção, segundo a Receita Federal, foi fruto do não pagamento das obrigações patronais, mais especificamente do INSS relativo ao 13º salário de 2016.
Para enfrentar o momento difícil, Fátima cortou em 15% o próprio salário, do vice e de cargos comissionados (secretários, assessores, coordenadores e diretores).
Também cortou valores de contratos e serviços, economizando mais de R$ 5 milhões até o momento.
Nesse sábado (4), Fátima Pacheco se reuniu com os motoristas, mecânicos e pessoal de apoio da Coordenadoria Especial de Transporte para explicar medidas de ajuste de despesas. A categoria teve parcelamento dos adicionais, como horas extras.
Com informações da Folha 1

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