Câmara vai investigar violações de direitos humanos

O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, deputado Padre João, anunciou nessa quinta-feira providências que serão tomadas pelo colegiado em relação às circunstâncias que envolveram a prisão do ex-deputado e ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho. Entre as medidas estão pedidos de apuração de supostas arbitrariedades cometidas pelo juiz, junto ao Conselho Nacional de Justiça, e pelos policiais responsáveis pela operação, junto à Corregedoria da Polícia Federal e à Procuradoria Geral da República.

Em nota oficial, Padre João diz que a denúncia de violação de direitos foi feita formalmente pela filha do ex-governador, a deputada Clarissa Garotinho.

De acordo com o relato da deputada, “a violência cometida contra seu pai foi institucionalmente determinada pelo juiz Glaucenir Silva de Oliveira e cumprida por policiais federais comandados pelo delegado Paulo Cassiano, após ameaças de prisão ao médico-chefe da unidade coronariana do hospital Souza Aguiar, a serem apuradas”.

Segundo Padre João, a decisão do TSE de conceder habeas corpus a Garotinho para que ele responda ao processo em liberdade com restrições “parece ser muito mais equilibrada e de acordo com a legalidade e a Justiça”.

Por outro lado, a Associação de Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (Amaerj) promoverá um ato de desagravo ao juiz Glaucenir de Oliveira no Fórum de Campos, no dia 6 de dezembro, às 14h. Para a Amaerj, o juiz eleitoral “vem sendo alvo de acusações infundadas desde que decretou a prisão preventiva do ex-governador Garotinho”

Fmanha

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