Alunos da Uenf protestam em frente à Secretaria de Fazenda do Estado

Em protesto contra a falta de repasse de verbas para a Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf), cerca de 60 alunos da instituição fecharam todos os acessos à sede da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), em Campos, e impediram o funcionamento do órgão, durante esta terça-feira (30). O manifesto – que contou com o apoio da Associação de Docentes (Aduenf) – foi encerrado por volta das 18h, após a recepção e protocolização de um documento que listava as exigências pró-Uenf, por um representante da Sefaz-Rio, que foi levado à capital por um grupo formado por professores e alunos da entidade.

Para o início da tarde desta quarta-feira (31) está previsto mais um ato pacífico em prol do “socorro” à universidade. A partir das 13h, alunos, professores, técnicos e representantes da sociedade organizada darão um “abraço” no Centro de Convenções Oscar Niemeyer (Apito), simbolizando apoio a recuperação da instituição, que desde outubro de 2015 sofre com problemas causados por crise financeira. Já durante a noite, haverá o lançamento do site www.pressaopelauenf.com, criado pelos próprios alunos. O dispositivo reunirá mensagens enviadas pelos internautas e encaminhará automaticamente para as caixas de e-mails dos órgãos estaduais.

De acordo com o presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE-Uenf), Gilberto Gomes, após este primeiro ato, os alunos aguardam um posicionamento do secretário de Fazenda, Gustavo Barbosa, em direção ao acerto de contas e ajuste financeiro da entidade. Segundo ele, o apoio da população campista é primordial para a manutenção da universidade estadual. “De certo foi uma surpresa a aceitação do nosso ato pela sociedade. Estamos aguardando o próximo passo da secretaria de fazenda, para que a manutenção da Uenf seja garantida”, disse Gilberto. O presidente do DCE-Uenf informou, ainda, que novos impedimentos de funcionamento na Sefaz-Campos poderão ocorrer nas próximos dias até que os repasses voltem a ser feitos.

A estudante Jessica de Oliveira, que também esteve presente na manifestação, contou que eles não têm recebido o mínimo para o funcionamento da universidade.

— A Uenf está sem limpeza, está funcionando com 30% dos seguranças, as funcionárias da limpeza estão sem receber os benefícios e os produtos com os quais elas trabalham na universidade estão sendo comprados por “vaquinha” dos professores. O que a gente está querendo são condições mínimas para a universidade funcionar — disse a estudante.

Fmanha
Foto: Jornal Olhar

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