Servidores fazem protesto pedindo FORA Pezão na Alerj


Servidores públicos lotaram a escadaria da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) nesta quarta-feira (3), em protesto ao pacote de medidas apresentadas na terça-feira (2) pelo governador Luiz Fernando Pezão para ajustar as finanças do estado.
A PM não havia divulgado estimativa de público até as 1730h. Segundo o Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais (Muspe), que convocou a manifestação, três mil pessoas foram à Alerj para protestar.
Com gritos de "fora Pezão" e "amanhã vai ser maior", os servidores disseram “não” às medidas. Além da escadaria da Alerj, o protesto tomou duas faixas da Avenida Presidente Antônio Carlos das 15h às 17h30, quando todas as pistas foram fechadas pelos manifestantes, que saíram em passeata.
As medidas do Executivo para sanar o rombo nas contas públicas incluem, na Previdência, a elevação da contribuição dos servidores estaduais, de 11 para 14%, e cotização do Rio Previdência, para cobrir déficit. O estado tem hoje 221.270 servidores ativos e 222.199 inativos e pensionistas.
A medida foi criticada nos discursos dos manifestantes e em faixas levadas. "Quem trabalha merece receber", dizia uma delas. "Exigimos auditoria nas contas do estado", exibia outra.
"Vamos pagar para trabalhar? É um absurdo o que está acontecendo. Recebemos os salários e o 13, mas foi preciso entrar na Justiça para isso", disse ao G1 a técnica-judiciária, Renata Soares.
"O que tem que ser dito sobre essa crise é que o maior endividamento ocorreu durante a alta do barril do petróleo", declarou o deputado estadual do PSOL Marcelo Freixo. Para o parlamentar, a incompetência de gerir o estado é a principal causa da crise que hoje vive o Rio de Janeiro.
Protesto em frente à Alerj (Foto: Tainah Vieira / G1)Protesto em frente à Alerj (Foto: Tainah Vieira / Aquivo Pessoal)
Servidores protestam em frente à Alerj (Foto: Nicolás Satriano / G1)Servidores protestam em frente à Alerj (Foto: Nicolás Satriano / G1)
Outras medidas
O governo também quer revisar todas as aposentadorias e ser mais rigoroso na análise de novos pedidos.
A poposta defende que o Tribunal de Justiça e a Alerj passem a pagar toda a contribuição patronal da Previdência dos servidores. Hoje, o executivo dá uma parte da contribuição. A ideia é que os dois órgãos se responsabilizem pela parte do déficit da Previdência correspondente aos servidores do Judiciário e do Legislativo
Segundo o governador Luiz Fernando Pezão, as medidas, se aprovadas, gerariam economia de R$ 13,5 bilhões ao ano aos cofres públicos. Sem elas, segundo cálculos do governo, o estado fecharia o ano com um déficit de R$ 12 bilhões.

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