MP, GAECO e PF em Arraial do Cabo com 20 mandados de busca e apreensão


Três subsecretários municipais de Arraial do Cabo estão entre as 14 pessoas presas ontem, (dia 3), na 2ª fase da operação Dominação. Eles foram denunciados pelos crimes de lavagem de dinheiro e peculato. A operação foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) e a Delegacia de Repressão a Crimes Contra o Patrimônio (Delepat) da Polícia Federal (PF). A Justiça também deferiu o afastamento das funções públicas. Também foram expedidos 20 mandados de busca e apreensão em Arraial e Cabo Frio, na Região dos Lagos, e na Penitenciária Ary Franco, na capital.

A atual investigação teve origem nos documentos apreendidos na casa do denunciado Francisco Eduardo Freire Barbosa, preso em janeiro na primeira fase da operação. Na época, Francisco foi apontado como suspeito de integrar um esquema de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas.

De acordo com a atual denúncia, o então secretário municipal e presidente da Empresa Cabista de Desenvolvimento Urbano e Turismo (Ecatur), que integra o poder público e é prestadora de serviços para a Prefeitura de Arraial do Cabo, é apontado como gestor financeiro de uma organização criminosa e atuaria também na esfera política, desviando dinheiro público da Ecatur.

Segundo o MP-RJ, Francisco Eduardo seria responsável por administrar e ocultar o dinheiro ilícito do tráfico de entorpecentes (alvo da primeira operação) e dos crimes contra a administração pública, que seriam praticados por ele, seus familiares, subordinados e associados em Arraial do Cabo. Segundo a denúncia, em três anos, ele teria movimentado cerca de R$ 5 milhões, apesar de contar com vencimentos mensais de R$ 5 mil.

Também foram denunciados o subscretário de Governo de Arraial do Cabo, Cláudio Sérgio de Mello Correa; o secretário de Ordem Pública de Arraial, Marcelo Adriano Santos de Oliveira; o subsecretário de Serviços Públicos do município, Sérgio Evaristo Plácido de Aguiar; entre outras pessoas. (M.S.J.) (A.N.)

Operação Dominação I

A operação desta quinta foi iniciada a partir de uma apreensão realizada na casa do pai de Cadu Playboy, na primeira fase, em janeiro, quando chegou-se a um esquema criminoso que envolve de empresários a agentes públicos da Região dos Lagos. As anotações apreendidas na casa de Chico da Ecatur levaram a polícia a outros envolvidos, investigados na segunda fase.

Ainda segundo a PF, a organização contava com um operador diretamente responsável por fazer o projeto funcionar e era dividida em dois núcleos: dos lavadores de dinheiro e dos desviadores de recursos públicos. Os líderes do grupo Chico e o filho Cadu, comandavam tudo de dentro da prisão.

G1 / fmanha

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