Protesto de caminhoneiros já chega ao RJ



Nesta terça-feira, com o aumento da manifestação dos caminhoneiros em todo país, mais de 70 pontos de 24 rodovias federais em 11 estados foram bloqueados dificultando e até mesmo impedindo a passagem de motoristas, segundo balanço da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Os caminhoneiros protestam contra o aumento no preço do litro do óleo diesel e pedem reajuste no valor do frete. Em alguns estados já começa a faltar suprimentos. O governo se reuniu, mas não se manifestou.

Manifestações foram registradas na Bahia, Ceará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Piauí, Santa Catarina, São Paulo e Rio Grande do Sul. Somente em Santa Catarina e Rio Grande do Sul caminhoneiros ocupavam ontem trechos de 12 rodovias federais. Em São Paulo, foi bloqueada a entrada no Porto de Santos.

No Estado do Rio de Janeiro, houve manifestação em Cabo Frio, na Região dos Lagos, e Petrópolis, na Região Serrana. Em Cabo Frio, 70 caminhoneiros estão paralisados desde segunda-feira (23), em frente à empresa Sal Cisne. Em Petrópolis, cerca de 30 caminhoneiros fecharam o tráfego na BR-040 das 9h às 11h.

O presidente do Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos do Estado do Rio de Janeiro informou apenas que "não tem nada a ver com a greve". Em Campos, a diretoria da Associação dos Caminhoneiros foi contatada, mas não foi encontrada para falar sobre o assunto.

Governo calado - A greve já começa a afetar o abastecimento em algumas regiões. No Paraná já falta combustível em algumas cidades. Em Santa Catarina, a distribuição de leite está 100% interrompida. Indústrias já paralisaram a produção devido à falta de matéria-prima, como já ocorre em Minas. A presidente Dilma Rousseff se reuniu ontem com ministros e a Advocacia-Geral da União. O governo decidiu que antes de se pronunciar, irá procurar os sindicatos que representam o movimento.

A Advocacia-Geral da União (AGU) entrou na Justiça Federal com pedido de liberação das rodovias e que sejam tomadas "as medidas necessárias para garantir a circulação nas pistas e fixação de multa de R$ 100 mil para cada hora em que os manifestantes se recusarem a liberar o tráfego".

FONTE: JORNAL O DIÁRIO

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