“Marolinha” virou Tsunami: crise chega aos carrinhos de compras da classe C



Depois da “marolinha” de 2009, forma encontrada pelo então presidente Lula para batizar a recessão brasileira que já despontava no país, agora, com todo o cenário que se desenhou em função da crise econômica nacional, uma “tsunami” vem preocupando os brasileiros. O quadro inclui impostos mais altos, reajustes de preços de energia, combustíveis, impostos e, agora, chega à mesa do cidadão brasileiro.
De acordo com pesquisa divulgada nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Data Popular, 47% dos brasileiros da classe C informaram que, comparando com os últimos seis meses, estão comprando menos produtos em supermercados.  “Isso significa que, há seis meses, os brasileiros vêm comprando menos nos supermercados”, informa o secretário de Controle Orçamento e Auditoria de Campos, professor Suledil Bernardino.
Uma das perguntas da consulta era se os entrevistados esperavam comprar mais ou menos nos próximos seis meses. De acordo com o resultado, 45% disseram que devem comprar menos produtos em supermercado, enquanto 36% afirmaram que comprarão a mesma quantidade e 19% acreditam que comprarão mais.  A pesquisa quantitativa nacional foi realizada entre os dias 18 e 29 de janeiro, envolvendo 3.050 pessoas de 150 cidades brasileiras. A margem de erro máxima é de 1,77% para um intervalo de confiança de 95%.
– O governo do PT tentou, de todas as formas, manter aquecida a economia, através de incentivos fiscais, principalmente, com redução de IPI para produtos da linha branca e setor automobilístico. Também tentou, em vão, segurar a inflação não fazendo os reajustes necessários com relação aos preços de energia elétrica, gasolina e diesel – informa Suledil Bernardino.
Segundo Suledil Bernardino, terminadas as eleições, não sobrou outra alternativa à presidente Dilma adotar a linha econômica ortodoxa, “com aumento de taxas de juros, reajustes de preços controlados pelo governo e alterando as regras da concessão de benefícios de pensão e o seguro-desemprego, além de corrigir impostos como PIS, IOF e Cofins e recriou a Cide (Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico).
– Todos os governos estão sofrendo os efeitos da crise nacional e, particularmente, os governos estaduais e os municípios da área considerada produtora de petróleo. A queda brutal do preço do barril do petróleo, de U$ 115, em junho do ano passado, para um preço médio de U$ 50, em janeiro deste ano, fez com que a nossa região perdesse R$ 180 milhões entre royalties e participação especial – finaliza.

FONTE: JORNAL CAMPOS 24 HORAS

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