Aldemir Bendine fez carreira no BB, provável sucessor de Graça Foster na PETROBRÁS

O provável sucessor de Graça Foster no comando da Petrobras, de acordo com a colunista Cristiana Lôbo, Aldemir Bendine está na presidência do Banco do Brasil desde abril de 2009. O executivo tem ligações com o Partido dos Trabalhadores (PT), mas não é filiado.
Segundo o jornal "O Globo", Bendine havia sido convidado em novembro de 2014 para assumir a presidência do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) no lugar de Luciano Coutinho.
Formado em Administração de Empresas, foi gerente em Piracicaba (SP), assessor na Superintendência II de São Paulo, gerente-executivo da Diretoria de Varejo do BB (Soluções do mercado de cartões para o segmento corporativo), e secretário-executivo do Conselho Diretor do BB, chegando a vice-presidente do setor de Varejo do banco em dezembro de 2006.

Nascido em Paraguaçu Paulista (SP) em 1963, o executivo é funcionário de carreira do banco. Conhecido como Dida, ele começou sua carreira em uma agência do Banco do Brasil em sua cidade natal em 1978, como estagiário. Foi efetivado como funcionário do banco em 1982, por meio de concurso público.

É pai de duas filhas, Amanda e Andressa. Recebeu, em 2008, o título de cidadão benemérito de Paraguaçu Paulista. É torcedor do Palmeiras e, quando jovem, gostava de ouvir a banda de rock Queen. Ainda criança, gostava do arroz de forno que sua mãe fazia e odiava, segundo relatos de parentes, couve-flor e dobradinha.

Polêmica
Bendine chegou a colocar seu cargo na presidência do BB à disposição em novembro do ano passado após envolver-se em uma polêmica com a apresentadora de TV Val Marchiori. Segundo o jornal "Folha de S. Paulo", o BB teria concedido a ela um empréstimo de R$ 2,7 milhões, o que contraria as normas do banco.

De acordo com a publicação, Val tinha restrição de crédito no banco e não teria capacidade financeira para contrair o financiamento, mas o obteve a juros de 4% ao ano, menor que a inflação. Questionado à época pelo jornal, Bendine negou participação na concessão de crédito.
Bendine também pagou multa de R$ 122 mil à Receita Federal depois de ter sido autuado por não comprovar a procedência de R$ 280 mil informados em sua declaração de Imposto de Renda. O executivo teria informado que tinha o dinheiro guardado em casa. Com o pagamento da multa, o caso foi arquivado pelo fisco.

G1

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