Mercadorias enviadas pelo CORREIOS foram violadas e descoberta pela PM de Cardoso Moreira.

Fernanda Moraes

A 143ª Delegacia Legal (DL/Itaperuna), no Noroeste Fluminense, investiga uma suspeita de violação de mercadorias dos Correios despachadas pelo serviço de entrega rápida Sedex. O fato, foi registrado na madrugada de sábado (24). 

Por volta de 3h30, Policiais Militares (PMs) do Grupo de Ações Táticas (GAT) de Cardoso Moreira, em deslocamento a Santo Antônio de Pádua para periciar material supostamente entorpecente, encontraram um caminhão dos Correios à margem da rodovia, próximo a uma pedreira, coberto por folhagens.

Ao perceber que a viatura havia feito uma manobra para retornar, o motorista teria arrancado com o veículo. Os policiais, então, decidiram acompanhar o caminhão até o trevo de São José de Ubá, onde conseguiram abordar o motorista. No interior da cabine os PMs encontraram algumas caixas lacradas e outras violadas. Em todas havia telefones celulares destinados ao Pará e Minas Gerais. 

'História' não convence policiais

Apesar de o baú estar lacrado, o motorista teria dito aos policiais que um homem o teria ameaçado e o obrigado a abrir as caixas. Mas o suposto homem não foi identificado e nem localizado. Motorista e material foram levados à delegacia.

Nesta segunda-feira, O Diário tentou contato telefônico com a 143ª DL para informações sobre o desfecho da ocorrência, mas o delegado que registrou o fato já teria saído do plantão. Já a assessoria dos Correios no Rio de Janeiro informou que o caso seria encaminhado pelo setor de segurança da empresa à Polícia Federal. "Por ser assunto relacionado à segurança, os Correios não divulgam estatísticas ou detalhes das ações", dizia a nota.

Segundo o Procon/Campos, não caberá aos Correios ressarcir o consumidor que não recebeu a mercadoria ou teve a mesma violada. "A relação de consumo é com a empresa que ofertou a mercadoria, não com os Correios. Ela (empresa) é quem tem a obrigação de enviar um novo produto ao consumidor", explicou a secretária executiva do órgão, Rosângela Tavares.

o diário

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