Sérgio Cabral e Lindberg citados na lista da Operação Lava Jato


Acusações são do ex-diretor Paulo Roberto Costa em delação premiada ao MPF
 Carlos Grevi / Marcelo Esqueff

Acusações são do ex-diretor Paulo Roberto Costa em delação premiada ao MPF

O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, que está preso desde março, revelou à Polícia Federal (PF) e ao Ministério Público Federal (MPF) a existência de cartel de empreiteiras e de corrupção em licitações da estatal, com o dinheiro de propina tendo como destino servidores e partidos políticos.
De acordo com o jornal ‘Estado de São Paulo’, cinco partidos (PMDB, PT, PP, PSB e PSDB) foram citados pelo delator em envolvimento com o esquema de repasses de parcelas de R$ 1 milhão, para as campanhas eleitorais. Outro político, já morto, Sérgio Guerra, do PSDB, teria recebido R$ 10 milhões para encerrar, em 2009, a CPI da Petrobras no Senado. Eduardo Campos, morto em agosto no curso da campanha presidencial, também está na lista, assim como o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB), e o senador Lindberg Farias (PT).
Lindberg Farias admitiu ao Jornal O Dia que esteve com Paulo Roberto Costa no início de 2014. Segundo ele, foram três reuniões, quando o então candidato ao governo do estado pediu ajuda para o programa de governo.
Lindberg nega envolvimento com corrupção, classificando o vazamento de “irresponsável”. “Só tem uma citação, e eu não sabia de irregularidades”, disse ele, que procurou na sexta-feira a Procuradoria-Geral, em Brasília, para saber o que tinha sobre ele.
Sérgio Cabral, via assessoria, afirmou que “repudia qualquer menção a seu nome” e afirma que sua relação com Costa “sempre foi institucional”. Citados, os deputados Simão Sessim (PP) e Alexandre Santos (PMDB), ambos do Rio, não foram encontrados.
A matéria lista ainda o ministro Edison Lobão (PMDB) e os ex-ministros Mário Negromonte, Antônio Palocci (PT) e Gleisi Hoffmann (PT). Também Tião Viana, governador do Acre; a ex-governadora do Maranhão Roseana Sarney (PMDB); Renan Calheiros, presidente do Senado; e Henrique Alves, da Câmara.
O governador Luiz Fernando Pezão saiu em defesa do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB). “As pessoas citam nomes e não falam em valores.Tem que tomar cuidado dar o direito de defesa”. Vice de Cabral por sete anos, Pezão disse que em nenhum momento viu qualquer pedido de indicações para a Petrobras.

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