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Polícia Federal nega proteção para ex-gerente da Petrobras

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

/ PPM

A Polícia Federal (PF) negou pedido da Câmara dos Deputados para dar proteção policial à ex-gerente da Petrobras Venina Velosa da Fonseca, que afirma ter alertado a presidente da estatal, Graça Foster, sobre desvios na empresa. Segundo a liderança do DEM – partido que sugeriu a medida à direção do Legislativo –, a solicitação foi negada no mesmo em que foi protocolada na PF, em 12 de dezembro. No entanto, a legenda só divulgou nesta segunda-feira (22) que a reivindicação havia sido rejeitada.
Em ofício enviado pelo Ministério da Justiça à Câmara, o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, justificou que caberia à própria Venina requisitar proteção para não “caracterizar abuso de autoridade ou constrangimento ilegal”.
A proteção foi pedida pelo DEM apósreportagem do jornal “Valor Econômico”revelar que Venina advertiu diretores da estatal da existência de irregularidades em contratos e licitações. Ela era subordinada ao ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, um dos alvos da Operação Lava Jato, da PF. Ele está em prisão domiciliar no Rio.
No pedido de proteção policial para Venina, o líder da Minoria no Congresso Nacional, deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), alegou que a segurança da ex-gerente estava em risco por conta da gravidade das denúncias que ela havia feito. Caiado destacou no documento que ela teria relatado ter recebido ameaças por e-mail.
Neste domingo (21), em entrevista aoFantástico, Venina disse que relatou pessoalmente para Graça Foster as suspeitas de desvios na companhia. Indagada sobre se tinha medo de sofrer represálias em razão da gravidade das denúncias, a ex-gerente disse que teme por sua segurança.
“Eu também tenho muito medo, sim. Eu não posso falar que eu não tenho porque no momento que você denuncia, em vez de você ver respostas para denúncias, você vê simplesmente a empresa tentando o tempo todo falar o seguinte: você não é competente, você fez um monte de coisa errada”, enfatizou.

g1
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