Ministério Público quer impedir posse de Pezão


Reeleito para mais quatro anos de mandato a partir de 2015, o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), poderá ser impedido de tomar posse para comandar o Estado em 1º de janeiro do ano que vem.
O procurador regional eleitoral Paulo Roberto Berenger Alves Carneiro vai entrar com um conjunto de ações contra políticos que usaram serviços da empresa de comunicação High Level Signs, que é alvo de uma investigação do TRE-PR (Tribunal Regional Federal) do Paraná.
Neste fim de semana, o procurador cuidou de uma série de ações individuais que ingressará na Justiça nesta segunda-feira (15), quando Pezão foi diplomado para o cargo de governador, ao lado dos senadores e deputados federais e estaduais habilitados a exercer o mandato.
Ao lado do seu vice, Francisco Dornelles, Pezão é o principal político da coligação com publicidade encontrada na High Level. De acordo com a Justiça Eleitoral, a lista inclui os deputados federais reeleitos Pedro Paulo (PMDB) e Leonardo Picciani (PMDB) Marco Antônio Cabral (PMDB), filho do ex-governador Sérgio Cabral, também eleito para a Câmara.
A relação de deputados estaduais que usaram serviços da empresa de publicidade inclui Lucia Helena Pinto Barros, a “Lucinha” (PSDB); Carlos Osório (PMDB), Rafael Picianni (PMDB) e André Lazaroni (PMDB) Jorge Felippe Neto (PSD) e Christino Áureo (PSD) e Marcos Abrahão (PTdoB).
Crimes fiscais
Além do processo eleitoral, Pezão também vai enfrentar a possibilidade de enfrentar ações por crimes fiscais. O procurador eleitoral investigou auditorias feitas pela Receita Federal na contabilidade da empresa e de perícias da PF (Polícia Federal) nos computadores delas e encontrou supostas irregularidades.
Em conversas reservadas, Berenger admite que possam ter descoberto “a ponta de um iceberg” da relação de Pezão com fornecedores do governo estadual.
As investigações da procuradoria indicam que a High Level não existe. A juíza coordenadora da fiscalização eleitoral no Rio, Daniela Barbosa Assumpção de Souza, afirmou que a empresa “não consta em nenhum cadastro da Receita Federal, nem como razão social ou nome fantasia, em verdade esta aparece, tão somente, como um domínio na internet. Segundo a defesa, a High Level não é pessoa jurídica, mas apenas um nome fictício dado ao ‘pool de empresas’, uma sociedade de fato”.
Ainda, segundo a juíza, “não resultou esclarecido em momento algum onde funcionam aquelas empresas, onde estão seus maquinários, onde atuam seus funcionários e quem arca com as obrigações fiscais e trabalhistas”.

FONTE: JORNAL CAMPOS 24 HORAS

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