Concurso PM: Exatus anuncia novos prazos para recursos e resultados



Após adiar por uma semana a divulgação do resultado provisório da prova objetiva e as notas dos candidatos, a empresa Exatus, organizadora do concurso para soldado da Polícia Militar do Rio de Janeiro, anunciou novos prazos para recursos e resultados. Realizado no dia 31 de agosto deste ano, com 105.458 mil inscritos, o concurso foi alvo de denúncias dos candidatos. Além de falhas de segurança, eles reclamaram que os conteúdos cobrados não estavam previstos no edital. Foram oferecidas 6 mil vagas.
Pelo novo calendário, os candidatos poderão entrar com recursos contra o resultado da prova objetiva e vistas do cartão-resposta até o próximo dia 14. O resultado dos recursos e o resultado final da prova objetiva serão divulgados em 21 de outubro.
Já o resultado provisório da redação está previsto para o dia 23. Até o dia 30 de outubro será possível pedir vistas da redação e entrar com recursos. Em 07 de novembro, a empresa espera divulgar o resultado dos recursos da prova de redação e a classificação dos participantes.
Em Campos, no dia 05 de setembro, mais de 15 candidatos que participaram do processo seletivo para PM realizaram um protesto reivindicando o cancelamento das provas. A manifestação aconteceu a poucos metros da sede do 8º Batalhão de Polícia Militar (BPM), situado na Rua Tenente Coronel Cardoso, antiga Formosa.
Com faixas querendo justiça, os manifestantes alegaram que foram enganados pelos organizadores. Segundo eles, a maioria das questões não constava no edital pedido pela banca, e com isso, dos 105 mil inscritos no concurso, 98 mil tiraram notas abaixo da média.
Diante das denúncias dos candidatos, a Comissão de Segurança Pública e Assuntos da Polícia da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) decidiu, durante audiência em setembro, que iria pedir ao Ministério Público Estadual (MPE) a instauração de um inquérito para investigar as irregularidades. Um dossiê, contendo as irregularidades, seria encaminhado ao Tribunal de Contas do Estado (TCE). Estava prevista ainda a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a Exatus.

JORNAL URURAU

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