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Política

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Deputado Rodrigo Bethlem desiste de se candidatar. Mas isso é certo ou errado ?

domingo, 3 de agosto de 2014

/ PPM

Em nota de apenas três linhas, o deputado federal Rodrigo Bethlem (PMDB-RJ) anuncia a desistência de concorrer a uma nova vaga na Câmara

O parlamentar foi flagrado em gravações feitas pela ex-mulher, Vanessa Felippe, nas quais admite ter recebido comissões ilegais de ONGs que tinham contrato com a Secretaria Municipal de Assistência Social, que comandou entre 2011 e 2012. Veja a notícia aqui.

Também disse ter uma conta na Suíça não informada à Receita Federal. Diz a nota: "Diante dos recentes acontecimentos envolvendo o meu nome e pela necessidade de cuidar da minha família e preparar a minha defesa , declaro que vou encaminhar ao partido a retirada da minha candidatura para o pleito de 2014."

O deputado será investigado pela Corregedoria da Câmara, a pedido do PPS.


É espantoso que num país que tem Ministério Público e Justiça eleitoral, um deputado federal acusado de corrupção decida, espontaneamente, desistir de sua reeleição antes que a Justiça aja para impedir que ele tente nova eleição. Não é ele que tem de sair, é a Justiça que tem de tirá-lo. 
Por que esta inércia apaniguando a corrupção? Por que esta hipocrisia? 
Na CPI dos Correios, o prefeito do Rio, então deputado federal, fez todas as acusações possíveis contra os acusados. Hoje, só há o silêncio. Silêncio em torno do inquérito envolvendo a CBV e agora sobre este escândalo que atingiu o secretário do prefeito, que ocupou duas pastas e ainda foi coordenador da sua campanha de reeleição. 
A leniência e a corrupção levam este país a um confronto institucional que pode ser sem saída. Dois terços da população passa fome ou come com a  ajuda do governo. Se não houvesse bolsa família, remédio de graça, esse povo estaria passando fome. E o que aconteceria neste país com mais de 200 milhões de habitantes se não houvesse esta assistência do governo? Assistência que a oposição critica, mas não responde o que fazer para substitui-la.
Estes políticos têm consciência do que aconteceria com este país se estas várias "rocinhas" - que não preferem defender o marginal, mas sim aqueles que os protegem - fossem para as ruas?
Agora, a montadora Fiat ameaça uma paralisação, o que significa que depois virão as demissões. O que a elite brasileira está pensando que pode acontecer?
Se a França - um país mais rico, menos populoso e mais qualificado intelectualmente que o Brasil, com educação para 100% da população - hoje se vê ameaçada pelos mais pobres das periferias, que protestam e reagem incendiando, o que pode acontecer aqui?
Um candidato a governador comete o deslize apontado pela grande imprensa, como se ele tivesse discriminado a população da Baixada Fluminense. Claramente o que este senhor quis dizer é que há falta de educação em rincões mais baixos, quando vê filhos passarem fome e pais morrerem sem trabalho. Apelam para qualquer tipo de sorte. Se não fosse a Igreja desse senhor, que também ampara milhões de desesperados, poderia haver interpretações duvidosas. Mas não. O que este senhor quis dizer é de uma clareza absoluta, para desespero da elite e lamentavelmente da elite mandatária dos crimes de corrupção que cerca os governantes sem nenhum tipo de ação.
O país fazia as primeiras páginas de jornal, inclusive o prefeito quando deputado federal, apontando crimes e pedindo punição. Hoje, nós podemos acreditar que não era um pedido pela moralidade, era uma ação politica contra seus opositores. Coisa que para alguns surpreende, mas quem conhece os intestinos da campanha a governador em 2010, sabe que o espírito moralista do governador, com denúncias ferozes, atingiam até seu futuro aliado.

Jornal do Brasil / diariodepernambuco
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